domingo, 17 de abril de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Rosas cálidas
Rosas Cálidas
Pensem nas crianças, na rosa. Na rosa. Na rosa com gatilho. Na rosa venenosa, com seis pétalas mortais. Destas, caem uma a uma, de forma que caiam também os anjos. O dia ainda nem acabou, mas o número de anjos decaídos aumenta. Doze é o número atual, às 12, quantos terão caído?
Quando eu era pequeno, minha mãe me dizia que toda criança é um anjo. Pura, sem maldade no coração, que age inocentemente de acordo com aquilo que sente. Hoje, eu digo pra minha mãe que o mundo envelheceu, pois há muito perdeu a sua pureza. Deixou de ser bobo, passou a ser cruel. Simplesmente porque pensa que alguns assuntos, tipo o lucro máximo, sempre, são coisas de adultos e que para tratar deles, é preciso crescer.
A troco de quê? Eu me pergunto. A troco de criar rebeldes suicidas capazes de tirar a vida de inocentes, enquanto os responsáveis pela desgraça se mamam em dinheiro? A troco de beber do sangue de meninas de menos de quinze anos?
Se esse é o elixir da vida de vocês, eu prefiro morrer. Prefiro não crescer. Prefiro continuar agindo inocentemente, que é o que falta para o resto do mundo. Ser bobo. Acreditar demais, esperar demais. SONHAR DEMAIS, PORRA. Fazer demais, fazer o que sinto, sem hesitar. Dar birra, perdoar no momento seguinte. Ser sincero e falar a verdade. Acreditar que cada pessoa tem algo bom a oferecer. Não acreditar na maldade das mesmas. Não suspeitar. Ter medo do escuro. Morrer pelo erro dos outros.
Morrer porque eles têm medo de tentar. Medo de se frustrarem, porque vivem num mundo perfeito, regido por leis que não servem de desgraça alguma, leis que não favorecem vocês. A TV dá a notícia de 12 crianças mortas agora, mas se o preço da gasolina pegar R$ 3,10 amanhã será a única notícia dada. A real é que estão pouco se fodendo pra quem morreu, querem propaganda, divulgações, dinheiro.
Eu queria ser criança, pra não enxergar toda essa babaquice. Queria ser criança, pra viver um dia de cada vez, sem ter o medo de ir à aula amanhã. Ser criança pra não entender o que é a morte.
Um simples fato que acaba com a vida de todos, de uma hora pra outra. A morte, traiçoeira e rasteira, que no meio de uma tarde de quinta-feira faz um arrastão. Hoje foram elas, amanhã serei eu, no outro dia, vocês.
E aí, querem morrer como os hipócritas que vocês são hoje ou não?
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Clássico pro além

Algumas coisas acontecem tão aleatoriamente, que você realmente só se dá conta da merda que fez quando elas passam. Sério.
Não sei se foi em janeiro do ano passado ou do retrasado, quando o avô de umas amigas minhas faleceu. Sei que ele tava bastante doente, o que fez até com que as meninas tivessem de voltar de viagem pra acompanhar o caso, até que infelizmente ele partisse para o lado de lá, com elas já aqui.
Coincidentemente, essas amigas são primas de uma ex-namorada minha, que ia me informando das notícias em tempo real
Eu, como bom amigo, tava louco para vê-las, pra poder reconfortá-las nem que fosse com um simples abraço, só que não sabia se seria possível. A gente sempre fica meio em dúvida se é amigo o suficiente pra essas coisas, se tem permissão pra entrar na família assim, num momento tão frágil, por mais que de uma forma ou outra a gente ja esteja lá. Sei que já era por volta das 14h quando minha ex me ligou. Eu sabia que ela tinha estado com as meninas, mas não sabia onde ela estava naquele momento e nem para onde ia.
É claro que, para qualquer pessoa inteligente, a resposta é bem óbvia, ela voltaria para o local do velório até a hora do enterro. Mas o problema é que às vezes eu sou inocente demais e acabo não pegando as coisas no ar. O resultado disso, é claro, são momentos embaraçosos.
Eu não sabia para onde ela iria, sei que ela me perguntou se eu queria ir para "lá" e eu, como bom namorado, disse que queria, lógico, seja lá onde ficaria esse "lá". Eu de fato pensei que ela ja teria ido embora do velório e que não voltaria pra lá. Calcei então uma chinela, vesti uma bermuda e coloquei uma camiseta do Goiás. Um visual totalmente descomprometido, de alguém que vai andar na rua, na praia, no inferno que seja, MENOS NUM VELÓRIO!
Minha ex-sogra veio aqui me buscar. Entrei no carro, cumprimentei quem ali estava e botei a mão na cabeça. "Porra, a gente vai voltar pra lá. Caralho, olha a roupa que eu tô usando, puta que pariu.", pensei. Minha boca se movimentou numa espécie de sorriso, aquele que só o desespero traz. Vaaaaaamos para o velório, então.
Eu não sou muito vaidoso quanto a roupas, tô pouco me fodendo para o que vão achar da forma com que eu me visto, mas eu tenho uma coisa que, sei lá, diz que existem lugares onde não se pode ir alternativo, ou descontraído, por uma espécie de respeito. Eu nunca pensaria em ir ao velório com camiseta de time, ainda mais quando o defunto torce pro time rival. O traje mais "pensável" seria um social, com uma calça jeans e sapato, no mínimo... Enfim, 2 a 0 para o traje social, tava perdendo de goleada. Fiquei constrangido pra caralho, achando que a galera tava me fulminando com os olhos (atleticanos safados...).
Sei que continuei na minha, a merda já tava feita. O pior é que eu de fato não tinha intenção de usar aquelas roupas, não sabia nem para onde ia, sei que aconteceu e fiquei com medo apenas de o povo colocar palavras na minha boca. Odeio isso.
Entrei lá, na maior cara de pau, cumprimentei quem estava de luto, até chegar nas meninas. Elas também pouco estavam se fodendo pra minha roupa, me abraçaram, choraram no meu peito e eu tentei reconfortar cada uma, com o que eu já aprendi nessa vidinha sobre a morte. Abracei cada uma delas apertadamente e ofereci tudo que eu podia, a minha companhia como sustentação.
Creio eu que tenha bastado para elas e que no final tenha compensado meu traje esportivo. Mas com certeza alguém reparou na minha roupa e pensou alguma maldade. É típico, sempre o fazem. Mas quer saber? Se pensaram ou não, foda-se, o cara era atleticano roxo, se eu fui com a camisa do Goiás eu dei pelo menos uma lembrança de um clássico pra ele levar pro além! Não importa a roupa que eu estava vestindo, o papel de amigo eu fiz, tentei ser o melhor pra elas e fiquei com a consciência tranquila. Acho que é assim que tem que ser.
sexta-feira, 25 de março de 2011
terça-feira, 22 de março de 2011
domingo, 13 de março de 2011
Da rosa que não era sua...
Bem, já vou dizendo que não sei se você vai gostar, mas como você ficou chorando porque não tem texto, vou te dar um.
Algumas pessoas apareceram na minha vida de paraquedas. Muitas delas logo foram embora, outras ficaram um tempo e depois embarcaram em outro avião. Mas algumas, felizmente, ficaram.
Felizmente mesmo, Carol.
Caroline, Carol, Carolzinha. Desses três, você odeia dois, mas me deixou te chamar de qualquer um deles
P.S.: se quiser que eu apague a foto, avisa depois =P.
domingo, 6 de março de 2011
Pra casar
Mas, bicho, parece que eu sou mesmo uma mocinha. Já me falaram que sou a cara do Marshall (Jason Segel) de How I Met Your Mother. Eu até hoje não descobri se isso é um elogio ou se um defeito. Sério. O cara é extremamente lindinho, se preocupa demais com todo mundo, acredita nas bondades das pessoas e na prevalência do amor. Ou seja, ele é a mulher da relação.
Até hoje, acho que sempre fui a mulherzinha de todos meus relacionamentos
Bem, foi mal se eu nunca traí ninguém, se nunca quis fazê-lo; se sempre me importei demais com vocês; se ligava sempre pra falar coisas bonitinhas; se dava muitos presentes, se mandava flores; se adorava ficar juntinho e se escrevia textos pra vocês. Saibam que não quero que vocês tomem no cu, porque eu também sou bonitinho demais pra não querer isso. Mas se o que vocês querem é alguém que te encham de chifres, que pisem em vocês e que façam sabe-se lá o que, já vou me desculpando, eu prefiro ser a mulherzinha então e deixar vocês fazerem isso comigo. Como eu disse, sou bonitinho, nunca vou querer machucar ninguém.
Mas de verdade, prefiro acreditar que ao invés de mulherzinha, eu seja um cara pra casar. Me deixa mais hetero, sei lá. Mas foda-se, nem sei por que escrevi isso, deve ser tpm...